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09 Set 2026

Miloš Forman (1932–2018), uma das figuras centrais da Nova Vaga Checa e um dos realizadores mais influentes do século XX, foi marcado pela experiência da ocupação nazi e, mais tarde, pelo exílio após a primavera de Praga. Desenvolveu uma obra atenta às relações entre indivíduo, poder e liberdade, frequentemente atravessada pelo humor, pela sátira e pelo espetáculo.

Formado na Academia de Artes Dramáticas de Praga, destacou-se nos anos 60 com o seu cinema naturalista e satírico. Radicado nos Estados Unidos, construiu uma carreira de grande versatilidade, realizando filmes como “Hair”, “Amadeus” e 2Man on the Moon”.

A retrospetiva no Batalha, que será apresentada entre 12 de setembro e 20 de fevereiro, vai reunir todas as longas-metragens de Forman, organizadas em torno de alguns dos principais temas da sua filmografia. Da música e da performance, ao retrato de uma juventude indisciplinada, passando pelo confronto entre o indivíduo e as instituições e convenções sociais, o programa evidencia a coerência de um olhar crítico, irreverente e comprometido com a liberdade individual.

A retrospetiva abre a 12 de setembro, às 21h15, com “Amadeus” (1984) e inclui os filmes “Konkurs” (1963), “A Walk Worthwhile” (2009), “O Homem na Lua” (1999), “Os Amores de uma Loira” (1964), “Taking Off” (1971), “Hair” (1979), “O Ás de Espadas” (1964), “Voando Sobre um Ninho de Cucos” (1975), “O Baile dos Bombeiros” (1967), “Ragtime” (1981), “Valmont” (1989), “Larry Flynt” (1996) e “Os Fantasmas de Goya” (2006).

Também em setembro tem início a retrospetiva dedicada a Satoshi Kon, mestre visionário e figura da animação japonesa. Apesar da morte prematura em 2010, a sua obra continua a influenciar o cinema contemporâneo. Ao longo de uma filmografia breve e singular, Satoshi Kon explorou as fronteiras entre sonho, memória e realidade, questionando a identidade e os limites da perceção.

Formado em design gráfico, iniciou o percurso como mangaka sob a orientação de Katsuhiro Ōtomo. Na animação, desenvolveu uma linguagem cinematográfica própria, marcada por universos visuais alucinatórios, pela atenção à psique humana e por um olhar crítico sobre a sociedade do espetáculo e do consumo. A sua influência estendeu-se a cineastas como Darren Aronofsky, Christopher Nolan e Makoto Shinkai.

A retrospetiva abre a 18 de setembro, às 21h15, com “Perfect Blue” (1997), a primeira longa-metragem de Kon e uma das suas obras mais conhecidas e influentes. Até 6 de dezembro, serão apresentadas todas as suas longas-metragens, um dos seus primeiros trabalhos como argumentista, “Memories (1995), e a série televisiva “Paranoia Agent” (2004), naquela que será a mais completa retrospetiva em Portugal dedicada à obra do cineasta japonês.

Na programação desta retrospetiva está também contemplada uma sessão para famílias onde será apresentado o clássico “O Meu Vizinho Totoro”, de Hayao Miyazaki, que evoca o mesmo momento de efervescência da animação japonesa.

  • CINEMAX - RTP
  • 09 de Setembro de 2026, 11:07

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