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01 Out 2026

A juíza do Tribunal Distrital dos Estados Unidos Araceli Martínez-Olguín aprovou o acordo alcançado a 21 de setembro com 12 estados norte-americano liderados pela Califórnia, que tinha tentado impedir uma das maiores fusões da história dos meios de comunicação, alegando que criaria um gigante do sector capaz de aumentar os preços do cinema e da televisão.

Ao abrigo do acordo, a empresa resultante da fusão terá de estrear pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas norte-americanos durante cinco anos e investir mais 300 milhões de dólares por ano na produção nos Estados Unidos. O incumprimento da quota de filmes poderá obrigar a empresa a vender a Miramax.

Terá também de negociar separadamente os contratos de televisão por cabo básico dos canais das duas empresas e criar um conselho de jornalistas para supervisionar a CBS News e a CNN.

Os grupos que se opuseram à fusão contestaram fortemente o acordo, tendo alguns pedido ao tribunal que o rejeitasse.

Martínez-Olguín classificou o acordo como uma “solução razoável do ponto de vista factual e jurídico”, afirmando que as pretensões dos opositores para que o decreto fosse mais abrangente não atingiam o nível de violações da lei que justificasse a sua rejeição.

Um porta-voz do Departamento de Justiça da Califórnia afirmou que o acordo “resolve as nossas preocupações em matéria de concorrência, protege a concorrência e a escolha dos consumidores e coloca no centro as necessidades, preocupações e o futuro dos trabalhadores da Califórnia”.

As empresas anunciaram, na noite de quarta-feira, que esperam concluir a operação a 6 de outubro.

Chegaram também a acordo para resolver o processo da Writers Guild of America relacionado com questões de concorrência, comprometendo-se a pagar 17,5 milhões de dólares ao fundo de saúde do sindicato e a manter os níveis de pessoal da WGA na CBS News durante cinco anos.

Separadamente, a Paramount anunciou que o CEO da Mattel, Ynon Kreiz, entrará na empresa a 5 de outubro e será co-CEO após a conclusão da operação, ao lado do presidente e CEO David Ellison, ficando responsável pela gestão diária e pela integração das duas empresas.

Kreiz é CEO da Mattel desde 2018 e levou as marcas do fabricante de brinquedos para o cinema, a televisão e os videojogos, produzindo “Barbie”, o filme de maior bilheteira da história da Warner Bros.

A contratação dá a Ellison, cuja experiência está sobretudo ligada à área criativa, um executivo experiente para a gestão da empresa, que conduziu a Mattel durante a pandemia e o período de aplicação de tarifas, enquanto a Paramount procura obter mais de 6 mil milhões de dólares em poupanças com a fusão.

Antes da Mattel, Kreiz passou grande parte da carreira nas áreas da televisão e dos meios digitais, tendo sido cofundador da Fox Kids Europe e dirigido a Endemol, produtora de “Big Brother”. Mais tarde, dirigiu a Maker Studios, uma rede do YouTube que vendeu à Disney em 2014.

  • CINEMAX - RTP c/ Reuters
  • 01 de Outubro de 2026, 10:06

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