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12 Mai 2026

Foi longo o caminho de Peter Jackson desde que chegou ao mercado cinematográfico do Festival de Cannes, em 1987, para vender o seu primeiro filme, “Bad Taste”, uma história de terror sangrenta produzida com meios mínimos. Hoje, na cerimónia de abertura da 79.ª edição, regressou para receber a Palma de Ouro honorária das mãos de Elijah Wood, o ator que deu vida a Frodo Baggins na trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien.

“Se não tivesse conseguido vender o filme [Bad Taste] aqui no mercado, teria voltado para a Nova Zelândia para retomar o meu trabalho de fotogravador. Felizmente, vendeu muito bem. Foi assim que a minha carreira começou.”, disse Jackson.

Bem-disposto, o cineasta que praticamente criou sozinho a atual indústria cinematográfica da Nova Zelândia admitiu nunca se ter visto como o tipo de realizador associado à Palma de Ouro.

Cannes tinha ainda outra surpresa reservada para o neozelandês. Após a exibição de imagens do documentário sobre os Beatles realizado por Jackson, a atriz Eye Haïdara, que conduziu a cerimónia, apresentou a cantora Theodora e a rapper Oklou numa versão da canção “Get Back”.

Mais sóbria e menos política do que no ano passado, a cerimónia de abertura do Festival de Cannes terminou com Jane Fonda e Gong Li em palco, num encontro entre ocidente e oriente. A atriz chinesa lembrou que “o cinema transcende línguas e gerações porque comunica emoções humanas universais”. Mais combativa, Jane Fonda apelou à audácia e recordou que o cinema é simultaneamente um “ato de resistência” e um “ato feroz de criação”.

A noite no Palácio dos Festivais terminou com a projeção de “La Vénus Electrique”, de Pierre Salvadori, um filme ambientado na Paris dos anos 1920 que explora o luto e o engano através da história de um pintor viúvo interpretado por Pio Marmaï.

  • CINEMAX - RTP
  • 12 de Maio de 2026, 19:45

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