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26 Jun 2026

Em antecipação à estreia do filme “Supergirl”, a actriz australiana Milly Alcock, que interpreta Kara Zor-El/Supergirl, participou num evento aberto ao público, em Londres, ao lado de Jason Momoa, Eve Ridley e Matthias Schoenaerts, onde falou da abordagem inesperada à personagem.

“Descrevê-la-ia como uma heroína muito relutante. É um pouco rebelde, mas também tem muita humildade, e penso que o público ficará bastante surpreendido”, afirmou Alcock.

Aos 26 anos, a atriz conhecida pelas séries “House of the Dragon” e “Sirens” disse que assumir o papel principal representou uma experiência intensa e transformadora. “É o meu primeiro grande filme, por isso foi provavelmente a maior experiência da minha vida. Sinto que agora consigo fazer qualquer coisa porque passei por algo desta dimensão. Houve de tudo: os momentos mais altos e os mais difíceis. Foi uma mistura de felicidade e dúvida constante”, explicou.

Realizado por Craig Gillespie, que assinou “I, Tonya” e “Cruella”, o filme adapta a banda desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow”, publicada entre 2021 e 2022, a partir de um argumento de Ana Nogueira.

A história acompanha Kara numa missão intergaláctica ao lado da jovem Ruthye Marye Knoll, interpretada por Eve Ridley. Juntas procuram um pirata espacial responsável pela morte da família de Ruthye, interpretado por Matthias Schoenaerts. Pelo caminho, tentam também salvar Krypto, o cão da Supergirl, e cruzam-se com o caçador de recompensas Lobo, interpretado por Jason Momoa.

Segundo Gillespie, a principal atração do projeto residiu precisamente no facto de a protagonista não ser retratada como uma figura perfeita. “Especialmente no caso de uma super-heroína, ela não está colocada num pedestal. É uma personagem imperfeita, marcada por traumas e problemas que tenta resolver. Gostei da ideia de mostrar alguém com quem o público se pode identificar”, afirmou o realizador.

Para Momoa, interpretar Lobo concretiza uma ambição de longa data. O actor revelou ser fã da personagem desde a infância e descreveu-a como um elemento que acrescenta energia e irreverência ao filme. “É um orgulho enorme. Nunca pensamos que vamos interpretar a personagem de banda desenhada de que gostávamos quando éramos crianças”, disse. “Aqui vemos apenas um pouco de Lobo. É uma forma de perceber se o público gosta dele. Se a reacção for positiva, talvez haja mais no futuro.”

“Supergirl” estreou esta semana nas salas de cinema.

  • Reuters
  • 26 de Junho de 2026, 07:55

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