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06 Jul 2026

Toy Story 5″, a mais recente produção da Disney Pixar, chegou às salas de cinema a 18 de junho com uma nova história que aborda a dependência dos ecrãs. Woody, Buzz Lightyear e Jessie enfrentam a concorrência de Lilypad, um tablet manipulador que tenta monopolizar a atenção das crianças, afastando-as dos brinquedos tradicionais.

O quinto capítulo da saga obteve o maior fim de semana de estreia do ano nos EUA e Canadá com uns expressivos 159,6 milhões de dólares nos primeiros três dias em cartaz. Fora do continente norte-americano o filme chegou perto de 160 milhões de dólares o que fixou o arranque mundial nos 320 milhões de dólares.

“Toy Story 5” liderou a tabela norte-americana durante duas semanas antes de ceder a liderança neste último fim de semana prolongado do 4 de julho. O balanço financeiro acumulado é altamente positivo com a bilheteira doméstica a chegar aos $366 milhões a que se acrescentam $398 milhões a nível internacional para um total mundial de $764,3 milhões.

Face a um orçamento de produção estimado em 250 milhões de dólares, o filme já ultrapassou com margem o ponto de equilíbrio financeiro e lidera os lançamentos estivais num panorama competitivo marcado por fortunas muito distintas para as grandes produções dos estúdios.

Os desaires incluem “Supergirl”, da DC Studios, que não só abriu com tímidos 37,1 milhões de dólares, como sofreu uma quebra catastrófica de 74% no segundo fim de semana, acumulando apenas 100,4 milhões mundialmente contra um orçamento de 170 milhões. Também “Star Wars: The Mandalorian e Grogu”, embora não seja um desastre, vai encerrar a carreira como o filme menos rentável da marca “Star Wars”.

“Mínimos e Monstros”, da Illumination/Universal, é a mais recente desilusão do verão cinematográfico. Conseguiu destronar “Toy Story 5” do primeiro lugar semanal nos EUA com 36,4 milhões de dólares (61,4 milhões no total de 5 dias do fim de semana com feriado), mas, registou a pior abertura da história da franquia, muito aquém dos números conseguidos pelo filme da Pixar.

O regresso de “Toy Story” e a reinvenção digital da Pixar

“Toy Story 5”, quinto capítulo da saga dos brinquedos que ganham vida chega aos cinemas numa fase de transformação para a Pixar, que assinala a marca das 30 longas-metragens produzidas e prepara uma nova abordagem estética para o futuro.

O estúdio que transformou a indústria da animação nasceu no departamento tecnológico da Lucasfilm, de George Lucas, criador de “Star Wars”, antes de receber o investimento de Steve Jobs para, em 2006, ser integrada no grupo Walt Disney.

Lançado em 1995, o “Toy Story” original fez história como a primeira longa-metragem inteiramente concebida por computador, após vários testes da Pixar com curtas-metragens. O filme, que contou com as vozes de Tom Hanks e Tim Allen, alcançou o segundo lugar na tabela de receitas desse ano, superado apenas pela ação de “Seven – Sete Pecados Mortais” e posicionado à frente do drama espacial “Apollo XIII”. O sucesso deu origem a quatro sequelas e ao spinoff “Lightyear”, lançado em 2022.

Três décadas depois, o catálogo da Pixar reúne 30 longas-metragens e um total de 23 Óscares, incluindo 11 distinções na categoria de Melhor Filme de Animação. No plano comercial, cinco produções do estúdio ultrapassaram a marca de mil milhões de dólares em receitas de bilheteira a nível mundial.

O futuro aponta agora para uma nova abordagem artística. O realizador Enrico Casarosa prepara “Gatto”, um projeto agendado para o próximo ano que cruza a computação gráfica com texturas pintadas à mão. A narrativa acompanha Nero, um felino vadio que percorre as ruas e os canais de Veneza, assinalando um retorno conceptual às técnicas clássicas do cinema de animação.

  • António Quintas
  • 06 de Julho de 2026, 17:16

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