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  • Sam Neill
  • , (1947-2026)

13 Jul 2026

Sam Neill, conhecido pelos seus papéis em “Jurassic Park” e “O Piano”, morreu aos 78 anos. De acordo com um comunicado, o ator morreu na segunda-feira, em Sydney. Em 2023, Neill revelou que lhe tinha sido diagnosticada uma forma rara de linfoma. A nota divulgada pela família refere que a morte foi “repentina e inesperada” e sublinha que Neill “continuava livre de cancro” no momento da morte.

Nascido em 1947, na Irlanda do Norte, com o nome Nigel Neill, mudou-se para a Nova Zelândia aos sete anos. A família fixou-se em Dunedin, na Ilha do Sul, e o futuro ator estudou num colégio interno em Christchurch. Mais tarde adotou o nome Sam por haver demasiados “Nigel” na sua escola.

Após concluir os estudos, protagonizou “Sleeping Dogs”, a primeira longa-metragem produzida na Nova Zelândia em mais de uma década. A projeção internacional chegou com “My Brilliant Career”, realizado por Gillian Armstrong, filme que também revelou Judy Davis. Mais tarde participou em “Calma de Morte”, thriller de Phillip Noyce, ao lado de uma então pouco conhecida Nicole Kidman.

Neill integrou a geração de atores e realizadores que alcançou reconhecimento internacional na sequência da expansão do cinema australiano a partir do final da década de 1970, entre os quais Paul Hogan, Mel Gibson, Geoffrey Rush, Russell Crowe, Jane Campion, Peter Weir e Gillian Armstrong.

Ao longo da carreira demonstrou grande versatilidade, passando da comédia ao drama e ao terror. Contracenou com Helena Bonham Carter em “Sweet Revenge”, interpretou o marido da personagem de Holly Hunter em “O Piano”, protagonizou cenas marcantes em Event Horizon, deu vida ao Anticristo Damien em “Conflito Final” e interpretou o cardeal Thomas Wolsey na série “Os Tudors”.

Trabalhou por duas vezes com Meryl Streep, em “Plenty – Uma História de Mulher” e “Um Grito de Coragem”, ambos realizados por Fred Schepisi. Recebeu duas nomeações para os prémios Emmy: uma pela interpretação da personagem principal na minissérie “Merlin” e outra como narrador de “Wild New Zealand”.

O papel-chave da sua carreira foi o do paleontólogo Alan Grant em “Parque Jurássico”, de Steven Spielberg, onde contracenou com Laura Dern, Jeff Goldblum e Richard Attenborough. Embora não tenha participado em “Mundo Perdido”, regressou à personagem em “Parque Jurássico III” e “Mundo Jurássico: Domínio”.

Entre os seus outros trabalhos no cinema destacam-se “Caça ao Outubro Vermelho”, onde interpretou o oficial de um submarino soviético, e “A Bíblia de Satanás”, realizado por John Carpenter.

Na televisão participou em séries como “Peaky Blinders”, onde interpretou Chester Campbell, “Sally Hemings: An American Scandal”, no papel de Thomas Jefferson, “Invasion”, da Apple TV+, e “Apples Never Fall”, onde contracenou com Annette Bening.

Na Nova Zelândia era conhecido pela discrição e por evitar o estrelato. Nas redes sociais partilhava frequentemente imagens da sua quinta onde criava animais com nomes inspirados em amigos e colegas, como uma galinha chamada Laura Dern, um pato chamado Kylie Minogue e uma vaca chamada Helena Bonham Carter.

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, descreveu-o como “um dos grandes”, recordando que iniciou a carreira numa época em que “quase não existia indústria cinematográfica” no país e que, durante mais de cinquenta anos, ajudou a levar as histórias da Nova Zelândia ao mundo.

Em março de 2023 publicou as memórias “Did I Ever Tell You This?” e foi distinguido pela rainha Elizabeth II com o título de cavaleiro pelos seus “notáveis contributos para o cinema”.

Deixa quatro filhos e oito netos.

  • CINEMAX - RTP c/ agências
  • 13 de Julho de 2026, 12:25

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