Saltar para o conteúdo principal

04 Nov 2026

O realizador italiano Tinto Brass, conhecido pelos seus filmes eróticos dos anos 70 e 80 morreu esta quarta-feira de manhã em Roma, anunciou a família à agência de notícias ANSA.

Giovanni Brass nasceu em Milão, mas cresceu em Veneza. Após uma estadia em Paris onde trabalhou no arquivo da Cinemateca Francesa foi montador e assistente de realização de Roberto Rossellini.

Começou a trabalhar nos seus próprios filmes em meados dos anos 60 e ganhou reputação pela abordagem experimental ao cinema. Na década de 1970, passou a dedicar-se ao cinema erótico, quase sempre com argumentos básicos e muita exploração da nudez, aproveitando a progressiva abertura dos censores. Apesar disso, Brass sempre se gabou de que quase toda a sua cinematografia foi alvo de cortes e de processos em tribunal.

Em 1976, Bob Guccione, fundador da revista Penthouse, contratou Brass para realizar “Calígula”, inspirado na vida do infame imperador romano, com argumento do escritor Gore Vidal. Malcolm McDowell era o protagonista, ao lado de Helen Mirren, Peter O’Toole e John Gielgud.

Insatisfeito com o filme, Guccione mandou rodar cenas de sexo explícito que acrescentou à versão final. Realizador, argumentista e atores renegaram a obra.

A versão idealizada por Brass só foi vista em 2023, remontada a partir dos negativos originais. Brass não participou no projeto e nunca aprovou o restauro da sua obra.

Retirado, nos últimos anos Brass viveu em Isola Farnese, nos arredores de Roma. Foi homenageado no Festival de Veneza, em setembro.

  • CINEMAX RTP c/ agências
  • 04 de Novembro de 2026, 18:11

+ conteúdos