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30 Nov 2025

O filme “Verão Curto” (Short Summer), da russa Nastia Korkia, que retrata a vida de uma menina de oito anos na Guerra da Chechénia, foi o vencedor do Grande Prémio da competição internacional do festival Porto/Post/Doc, anunciou hoje a organização.

“O júri da competição internacional decidiu atribuir o Grande Prémio Vicente Pinto Abreu a um filme que convoca a poesia, o simbolismo e a magia na construção de uma infância que transcende a materialidade da imagem e dos elementos”, pode ler-se na decisão, hoje conhecida.

Este filme, que se estreou no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o galardão para melhor primeira obra, “surpreende e comove, ao mesmo tempo que incute terror”, numa zona marcada pela guerra.

O júri realçou ainda “a qualidade da seleção”, tendo ainda assim escolhido “Verão Curto” por unanimidade, sendo que o filme mereceu também o galardão do público jovem, atribuído por estudantes.

A cineasta russa, filha de uma realizadora de documentários e de um poeta, estreou-se em longas com “Verão Curto”, que também foi premiado na competição para novos realizadores do festival de Chicago.

O júri do Grande Prémio Vicente Pinto Abreu foi composto pela realizadora sueca Anna Eborn, a realizadora e produtora Filipa Reis e pelo realizador, jornalista e programador Frédéric Maire.

Na competição Cinema Falado, para obras nacionais e faladas em português, o júri premiou “A Última Colheita”, obra do cabo-verdiano Nuno Boaventura Miranda.

“Na comunidade cabo-verdiana de Lisboa, Gabriel, um rapaz de 13 anos assombrado pelas lembranças difusas do pai, encontra refúgio nos jardins escondidos da cidade. A mãe, Isabel, esforça-se por criá-lo sozinha enquanto trabalha em turnos noturnos, e Firmino, um agricultor idoso, chora a perda do seu milheiral”, pode ler-se na sinopse da obra.

Noutras categorias, o prémio Human Rights in Motion, para filmes ligados “aos valores dos direitos humanos, liberdade e democracia”, recaiu sobre “A Lei da Pedra”, de Danae Elon, que retrata o poder da arquitetura moderna na construção da cidade de Jerusalém.

“Apenas Mar”, de Franziska von Stenglin, triunfou na competição internacional de médias e curtas-metragens, enquanto Catarina Alves Costa viu “Orlando Pantera”, documentário sobre o músico cabo-verdiano com o mesmo nome, receber o prémio do público da secção Transmission, ligada à música.

O Prémio Cinema Novo, para estudantes e estreantes, foi para “Num Sopro”, de Catarina Couto Gonçalves, realizadora que também recebeu o Prémio MAD, para melhor cineasta desta secção.

  • LUSA
  • 30 Nov 2025 10:03

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