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27 Out 2026

O Porto/Post/Doc revelou o programa da 13.ª edição que terá lugar entre 19 e 28 de novembro, com forte presença da produção em língua portuguesa nas diversas secções.

“A Cidade e os Mapas”, estreia na longa-metragem da dupla Alexandra Guimarães e Gonçalo L. Almeida, abre o festival com um olhar sobre um Porto que se transformou com o trabalho, o turismo e as migrações.

Na competição Transmission, “Esta Vida de Marinheiro”, de Paulo Miguel e Borges Antunes, recupera a vida e obra de João Aguardela. A Competição Cinema Novo reúne várias curtas portuguesas, enquanto o programa “Entre Imagens” percorre diferentes representações do Porto através de obras de Manoel de Oliveira, Paulo Rocha, Fernando Lopes, Sandro Aguilar, Sério Fernandes e Jorge Quintela, numa parceria com o programa Malha. Nota especial ainda para a passagem de “Auto da Casa”, de Tiago Bartolomeu Costa e Joana Cunha Ferreira, e “Curadores da Rua”, de Luís Pedro Costa e António Toga.

De outras paragens onde o português é falado chegam histórias da diáspora cabo-verdiana, de Moçambique, da comunidade cigana, do Brasil e das paisagens ibéricas, presentes na competição Cinema Falado. A seleção inclui “Nha Balila”, de André Xina e Inês T. Alves; “Cochena”, de Diogo Allen; “Fosfeno”, de Miguel Filgueiras; “A Miragem”, de Bingham Bryant; “Os Continuadores da Revolução”, de Pedro Neves, e “Amílcar”, de Miguel Eek, que revisita através de cartas, poemas e arquivos a vida e o pensamento político de Amílcar Cabral.

Enquanto o foco dedicado ao franco-senegalês Alain Gomis aproxima ficção, documentário e pensamento pós-colonial, a música ganha um lugar particular na programação do Porto/Post/Doc deste ano entre a competição Transmission e “O Futuro é Punk”, programa especial que propõe o regresso às origens do movimento punk em Londres, Nova Iorque e Berlim para observar a sua permanência enquanto linguagem cultural, política e estética, cinquenta anos depois.

Composta por oito filmes, a seleção da competição internacional deste ano propõe “Ensaios para uma Revolução”, onde Pegah Ahangarani revisita a história recente do Irão através das memórias de familiares e mentores, “Segurar uma Montanha”, de Biljana Tutorov e Petar Glomazić, que acompanha uma pastora e a filha na defesa das terras ancestrais de Sinjajevina, no Montenegro.

A relação entre memória e território prolonga-se em “Tudo é Prisão”, de Eloy Enciso, que confronta vestígios da repressão franquista e o esquecimento coletivo, e em “Dao”, de Alain Gomis, onde uma família se move entre França e Guiné-Bissau, entre ritual, memória e transmissão.

Em “À Noite”, Beatrice Gibson segue seis mulheres pelas ruas de Paris, enquanto “Longe das Árvores”, de Meritxell Colell Aparicio, acompanha uma artista no Peru onde a gravação de línguas ameaçadas desperta ecos da história de exílio da sua família. Por fim, “Flor de Fogo”, de Ana Vaz, cruza um diário íntimo com memórias de comunidades japonesas depois do tsunami e do desastre nuclear de 2011, e “Castelo de Lata”, de Alexander Murphy, observa o quotidiano de uma família que vive numa caravana sob ameaça de despejo.

A programação completa-se com as Competições de Curtas e Médias Metragens, o Cinema Novo (dedicado aos filmes de escola), o programa Docs4Teens dedicado aos mais jovens e o cinema fulldome no Planetário.

  • CINEMAX RTP
  • 27 de Outubro de 2026, 14:38

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