“Projeto Hail Mary” com Ryan Gosling domina bilheteiras mundiais
O filme de ficção científica somou 140,9 milhões de dólares na estreia global, superou as expetativas iniciais e estabeleceu um novo recorde de receitas para a Amazon MGM.
A história de um professor enviado para o espaço a fim de salvar a humanidade alcançou o topo das bilheteiras mundiais com uma receita total de 140,9 milhões de dólares no primeiro fim de semana.
O desempenho comercial de “Projeto Hail Mary”, com Ryan Gosling no principal papel, superou as projeções mais otimistas que apontavam para valores próximos dos 65 milhões de dólares no mercado norte-americano. Na América do Norte, a longa-metragem somou 80,5 milhões de dólares, enquanto os 82 mercados internacionais onde o filme estreou contribuíram com 60,4 milhões de dólares adicionais. Estes números garantem à produção o título de melhor estreia de 2026, acima dos resultados obtidos por “Gritos 7” em fevereiro.
Para a Amazon MGM, é um marco financeiro sem precedentes. O novo filme bateu o recorde anterior do estúdio que pertencia a “Creed III”. O sucesso do filme ganha relevância num ano em que o estúdio planeia lançar 13 títulos e tenta consolidar a estratégia de exibição em sala após a aquisição da MGM pela Amazon por 8 mil milhões de dólares em 2022.
Fora do continente americano, o Reino Unido liderou as receitas de “Projeto Hail Mary” com 10,2 milhões de dólares, seguido pela China, Austrália e Coreia do Sul. O interesse do público foi impulsionado por críticas favoráveis e pela adesão aos formatos de exibição premium. As salas IMAX, Dolby e outros ecrãs de grande formato representaram cerca de 55% dos bilhetes vendidos na América do Norte, com a rede IMAX a gerar, isoladamente, 27,6 milhões de dólares globalmente.
Realizado por Phil Lord e Christopher Miller, conhecidos por filmes com temáticas mais ligeiras como “Agentes Secundários”, ou “O Filme Lego”, “Projeto Hail Mary” adapta o romance homónimo de Andy Weir, o mesmo autor de “O Marciano”. A trama foca-se num cientista isolado numa missão espacial para evitar a extinção da vida na Terra. Com um custo de produção fixado nos 200 milhões de dólares, acrescido de elevados investimentos em marketing, “Project Hail Mary” torna-se o terceiro sucesso global de bilheteira sem ligações a sequelas, ou franquias estabelecidas, desde a pandemia, juntando-se a “Oppenheimer” e “F1: O Filme”.
A experiência de uma vida

Grande parte do percurso de Ryan Gosling no filme “Project Hail Mary” desenrolou-se em solidão. O ator de “La La Land” passou longos períodos a filmar sozinho, no cenário, ou a contracenar com uma criatura alienígena que a sua personagem, o Dr. Ryland Grace, apelida de Rocky.
“Muitas vezes ficava encerrado no cenário durante horas a fio com um auricular”, disse Gosling à Reuters. “Os realizadores falavam comigo através do microfone, prontos a filmar. Existe um processo de experimentação que impede que este seja um típico ‘blockbuster’ por não se deixar sobrecarregar pela sua própria escala.”
O drama de ficção científica, adaptado do sucesso literário de Andy Weir, acompanha Grace, um professor de ciências pacato que acorda sozinho numa nave espacial e recorda gradualmente que é a última esperança da humanidade para impedir a morte do sol. A sua missão toma um rumo inesperado quando estabelece uma amizade improvável com um parceiro alienígena.
O elenco conta também com Sandra Hüller no papel de Eva, a funcionária governamental que recruta Grace para a perigosa missão. Gosling afirmou que os atores foram bem apoiados nos bastidores. “Tivemos biólogos moleculares no cenário para ajudarem com as experiências e astronautas a aconselharem-nos”, referiu. “Foi-nos facultada a melhor equipa e o melhor sistema de apoio possíveis.”
“Nunca um filme exigiu tanto de mim, mas nunca valeu tanto a pena”, afirmou o ator de “Barbie”. “Foi uma viagem de seis anos até este ponto e, simplesmente, a experiência de uma vida.”