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“Lúcido”, do artista multidisciplinar Vier, que trabalha nas áreas da animação, da pintura e dos meios imersivos, é uma das “nove experiências inéditas, provenientes de oito países, na corrida pelo prémio de Melhor Obra Imersiva” na terceira edição da Secção Competitiva. “Desde a projeção de vídeo em grande escala até à realidade virtual, esta seleção ilustra a vitalidade de uma arte em plena evolução que renova as formas de conceber, partilhar e viver as narrativas”, refere a organização do festival.

Com música de Filipe Raposo, e as vozes de Tadeu Faustino e Rafael Gomes, na versão portuguesa, e de Joshua Dowden e José Maria Forjaz, na versão inglesa, “Lúcido” faz parte da “The Dream Anthology”, uma colaboração entre seis estúdios – Cola Animation (Portugal), Delirium XR (Brasil), Dinamita Animación (Colômbia), Studio Kimchi (Espanha), Robin Studio (Italia) e Ouros Animation (Dinamarca) – que visa promover experiências originais de realidade virtual.

De acordo com informação disponível no site da Cola Animation, “Lúcido” é “uma experiência narrativa interativa de realidade virtual”. “Os espaços de `Lúcido` surgiram de uma tentativa de transpor a prática visual de Vier para a realidade virtual. As imagens duplas marcam momentos de transição entre sonhos comuns e sonhos lúcidos. Numa imagem dupla estática, duas realidades coexistem simultaneamente, em `Lúcido`, estas imagens ganham movimento e tridimensionalidade”, acrescenta a Cola Animation que também produziu “Ice Merchants”, a curta de animação de João Gonzalez premiada em Cannes e nomeada para os Óscares.

O 79.º Festival de Cinema de Cannes decorre de 12 a 23 de maio e vai contar com filmes de realizadores como Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi e Agnès Jaoui.

“Aquí”, do realizador português Tiago Guedes, baseado na obra do escritor sul-africano J.M. Coetzee, integra a Seleção Oficial e será apresentado na secção Cannes Première, fora de competição.

A programação do festival integra também as curtas-metragens “Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio”, de Daniel Soares, em estreia mundial, e “Onde Nascem os Pirilampos”, de Clara Vieira.

“Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio”, com produção das portuguesas O Som e a Fúria e Kid With a Bike com a francesa L`Oeil Vif Productions, está na competição de curtas-metragens e marca o regresso de Daniel Soares a Cannes, onde recebeu uma menção honrosa em 2024 com “Bad for a Moment”.

Na secção La Cinef, destinada a filmes de escolas de cinema está a curta-metragem “Onde Nascem os Pirilampos”, de Clara Vieira, da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Este ano, a Palma de Ouro de carreira será atribuída à atriz e cantora norte-americana Barbra Streisand e ao realizador neozelandês Peter Jackson.

O realizador sul-coreano Park Chan-wook vai presidir o júri da seleção oficial.

  • CINEMAX - RTP c/ LUSA
  • 27 de Abril de 2026, 12:43

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