

Val Kilmer morre aos 65 anos
O ator de "Batman Para Sempre" e "Top Gun" sucumbiu a uma pneumonia.
Val Kilmer
, 1959-2025
O ator norte-americano Val Kilmer, que alcançou a fama com os filmes “Top Gun”, “Batman Para Sempre” e “The Doors”, morreu aos 65 anos, noticiou terça-feira o New York Times.
Nascido na Califórnia e formado em Juilliard, foi um dos protagonistas mais proeminentes de Hollywood na década de 1990.
Val Kilmer sucumbiu a uma pneumonia, disse a sua filha Mercedes Kilmer ao jornal norte-americano, acrescentando que o pai também sofria de cancro na garganta desde 2014, do qual disse ter recuperado.
Em 2021, o documentário “Val”, baseado principalmente nos seus próprios arquivos, contou a brilhante carreira do ator em Hollywood e depois a sua tragédia perante o cancro que lhe roubou a voz.
A doença foi integrada na narrativa do filme de 2022 “Top Gun: Maverick”, protagonizado por Tom Cruise, com Kilmer a regressar à personagem-chave no primeiro “Top Gun”, que lançou a sua carreira em 1986.
Também interpretou o cantor Jim Morrison em “The Doors”, de Oliver Stone, em 1991, e um ladrão de bancos em “Heat”, de Michael Mann, em 1995, outro grande êxito de bilheteira a nível mundial.
Nesse mesmo ano, interpretou Bruce Wayne/Batman em “Batman Para Sempre” de Joel Schumacher.
O documentário “Val” foi realizado com uma série de vídeos pessoais do artista, que vivia com uma câmara desde a infância, mostrando muitas cenas inéditas dos seus maiores sucessos cinematográficos.
As imagens mostram também uma discussão entre Val Kilmer e o realizador John Frankenheimer no cenário de “A Ilha do Dr. Moreau” (1996), um fracasso que marcou o início do declínio da estrela.
Desde então, tem a reputação de ter um temperamento supostamente explosivo, mas também uma personalidade “comovente”, segundo a imprensa especializada.
“Quando certas pessoas me criticam por ser exigente, penso que isso é um disfarce para algo que não fizeram bem. Acho que estão a tentar proteger-se”, disse Kilmer ao jornal Orange County Register em 2003. “Acredito que estou a desafiar, não a exigir, e não peço desculpa por isso.”